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Mostrando postagens com marcador Elson Souza. Mostrar todas as postagens
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Quando olho para mim mesmo e vejo todos as minhas vontades, desde as mais puras até as mais sujas, percebo que na verdade o que eu mais preciso é de Deus. Eu preciso dEle. Não posso negar isso. Posso tentar me satisfazer de diferentes formas ou maneiras, mas nada me satisfaz de forma tão completa quanto Deus.
Cada vez que dou um passo em direção a esse ser tão magnífico, algo dentro de mim acontece e sinto que já não tenho prazer em coisas ruins. É como se aos poucos Ele restaurasse dentro de mim a natureza que o homem tinha inicialmente: a santidade.
Não é uma santidade hipócrita nem uma tentativa de “viver separado” para ser melhor visto socialmente, alegando que na verdade sou separado porque sou dEle.
"É incrível ver que quando Deus se fez carne e habitou entre nós, andou no meio dos menos santos. Fico ainda mais surpreso ao ver que viver e andar entre pessoas que não eram santas, não o tornou menos santo. O resultado foi totalmente o oposto disso, pois as pessoas que estavam ao redor dele se santificaram – e isso não significou exatamente que elas foram para uma classe social mais elevada – mas que os que se consideravam de uma classe social mais elevada já não eram superiores."
Frequentemente falamos sobre santidade e a vivemos religiosamente. Mas essa santidade brota mais de uma metodologia do que de um relacionamento íntimo com Deus. E parece que quanto mais atingimos essa santidade metodológica, mais nos esquecemos de que nada valerá nessa santidade se ela não servir para nos aproximar de Deus e refletir mais do caráter dEle em nós.
Olhando as pessoas que buscam essa santidade metodológica (que muitas vezes encontro em mim mesmo) percebo que ela serve como um troféu de“orgulho cristão.” Então vejo diversas vezes muitas pessoas caindo no erro de achar que seu pecado é menor que o pecado de um “não cristão”. Como que se o sacrifício de Cristo fosse apenas para os que já estão sarados.
Por acaso Cristo não disse que ele veio para os enfermos? Ele por acaso deixou sua santidade por cumprir sua missão? É claro que não!
Nosso chamado à adoração não contradiz nosso dever de pregar o amor de Deus. Todos foram criados para “louvar e adorar” e chamados a viver o amor dEle. Cristo viveu em santidade, se relacionando com o pai e não deixou de cumprir sua missão.
Se nossa santidade nos servir de orgulho não é a santidade de Deus refletida em nós, mas uma metodologia que nos serve de ascensão social (que também não servirá de nada).
A santidade metodológica é tóxica, pois ela nos cega do Deus verdadeiro, nos levando para perto de um Deus que nós mesmos criamos e imaginamos como Ele é. A santidade fruto do relacionamento com o Deus verdadeiro, nos levar para perto dEle e faz com que seu caráter seja refletido em nossas vidas.
Não faça as coisas por fazer. Não viva por regras. Viva guiado por Deus. Encontre-o em sua Palavra, em uma canção que revela seu amor. Encontre-o em uma poesia que revela os segredos do Criador em suas entrelinhas. Encontre-o no silêncio ou na agitação da cidade, mas não crie métodos para encontrá-lo.
A Santidade de Deus está somente nele e não há nada que possamos fazer para consegui-la, a não ser nos aproximarmos dEle e o obedecermos.
Fonte:http://goo.gl/F3San
[...]

O despertador toca em uma manhã pós-natalina, me chamando para o treino matinal. Nesse momento é que surge o elemento que nos faz desistir das coisas importantes. Não, não é o medo: é a sua irmã, a preguiça.

Ela começa a tentar te seduzir com suas artimanhas perversas e surpreendentemente lógicas. A preguiça diz: “Olha a hora, são 7:30 da manhã, você vai treinar essa hora nas férias?” Eu respondo afirmativamente.
Ela insiste em discutir, para que eu não consiga levantar da cama, tentando de todas as formas me deixar inerte, estagnado, parado. Minha namorada liga, falando que não vai treinar hoje. Mais um fator me puxando para o abismo. Adoro a companhia dela. Me faz correr mais e melhor. Acho muito bom ela treinar comigo, cedo. É bom para mim e também ajuda a saúde dela. Mas não começarei com desculpas aqui, não vem ao caso. O caso é que ela não vai me acompanhar hoje. Eu continuava pensando sobre o treino de hoje, e como correr cansa.
Ali, na cama, estava refém de uma força que acompanha todas as pessoas do planeta, uma força tão poderosa que nos impede de evoluir e nos tornarmos pessoas diferentes. Decido não dar ouvidos para ela e levanto.
Vou cambaleante até a minha janela para ver como está o tempo. Está cinza-tristeza.
– Olha esse tempo – diz a preguiça. – Não vá treinar, volte para sua cama. Afinal, você já treinou sábado…
– De fato, o tempo está feio. E eu treinei sábado, mesmo. Mas tenho que ir treinar hoje, tenho que conseguir me vencer.
Mesmo assim, fito minha cama. Ela parece tão sedutora. E está frio. Não quero ir. Começo a caminhar em direção a ela, me rendendo ao desejos da preguiça, mas então eu lembro da sensação de correr, do vento na cara, do orvalho na grama, da cor das flores, sons de cada passo meu em direção ao final, de como é incrível a sensação de terminar um treino. Estou pensando também na minha evolução desde o começo dos treinos, consigo correr muito mais agora do que antes, posso correr por várias léguas e ainda ter fôlego.

Fôlego. Essa palavra tem um sentido diferente para mim, não é fácil ter fôlego com um pulmão estragado como o meu. Como se não fosse difícil o suficiente correr, eu ainda tenho que vencer mais essa barreira.
A preguiça grita:
– Não vai treinar! Está frio! Você vai acabar doente, seu teimoso!
– Se eu ficar doente, pelo menos foi treinando! Antes ficar doente fazendo algo do que fazendo nada, como você quer!
– Eu estou tentando te poupar, você não entende?
– Sim, perfeitamente, esse é o seu papel. Se você não existisse, as coisas seriam muito fáceis, não é? Todos estudariam muito, todos cuidariam da saúde, todos teriam uma vida muito mais ativa, tudo seria diferente sem você. Mas você esteve desde o primeiro dia de nossa existência terrena nos provocando a sermos piores do que nos podemos ser. Não te aceito.
– Mas você não tem que me aceitar. Eu sou você.
– Você pode fazer parte de mim, mas não vai me dominar. Eu não te aceito.
– Amigo, você vai cair.”É só esperar, jacaré, a lagoa há de secar.”
Vou tomar o meu café e parece que o tempo aperta. O frio aumenta e a garoa também. Olho pela janela e não há ninguém na rua, apenas um silêncio profundo e a preguiça falando para que eu volte para a cama porque é dia 26 de dezembro e “isso lá é dia de sair para treinar?” O que pode ser mais desanimador do que isso?
Não quero treinar, mas preciso. Preciso pois não quero ser o mesmo de ontem, quero poder ter controle sobre as minhas ações. Que tipo de pessoa se deixa vencer pela preguiça? Não o meu tipo. Ao menos não hoje.

Volto para o meu quarto e me troco. Nesse frio não existe roupa que sirva. Se você coloca calça e blusa, passa calor o treino todo. Se coloca uma bermuda e uma camiseta, passa frio. Correr de moletom, nem pensar. Decido por ir de bermuda e camiseta, porque prefiro passar frio e depois me esquentar com a corrida do que ficar o treino todo passando calor com a calça e a blusa.
Tiro o pijama e um frio infernal entra em todas as vértices do meu ser. Ocorre mais um devaneio: “Nossa, como está frio hoje. E pior, lá fora está chovendo. Mas não é verão?”. Sento na cama para refletir sobre se eu vou treinar ou não, a preguiça aparece:
– Você já está na cama, tão quentinha. É só se cobrir e curtir as suas férias da faculdade.
– Mas eu tenho que ir treinar hoje.
– Você não tem que ir treinar, você pode ficar aqui, tranquilo com a vida.
– Eu tenho que ir treinar.
– Cara, seja razoável. Olhe o tempo. Sua namorada já desistiu e foi dormir. Junte-se a ela.
Nesse momento perdi a paciência com a preguiça e esbravejei:
“Escuta aqui. Eu treino para encontrar uma segunda natureza, não essa defeituosa da qual você faz parte. Uma com que eu me sinta bem e satisfeito. Esse seu papo de ‘você não precisa’ já deu, ok? Quem você pensa que é para me falar o que eu preciso ou não fazer? É uma coitada que vive à custas dos outros! Muitos aceitam seus conselhos absolutamente ‘sábios’ e ficam travados na vida.
“Não vai funcionar comigo, sabe por quê? Porque eu sou diferente de você, eu não quero ficar arrumando desculpas. Quem se ferra com isso sou eu, não você. Cada vez que você tentar me desanimar eu vou usar isso como motivação.
“Está chovendo? Eu vou correr tão rápido que a chuva vai secar em mim. Está frio? Eu vou correr até ficar tão quente que nenhum vento vai me incomodar. Minha namorada não vai treinar? Eu vou correr o dobro para compensar a falta dela. Nada que você me falar eu vou tomar como verdade, pois você é perversa. Você tenta me transformar em você. E isso eu não vou permitir.”
– Você é muito infantil – respondeu ela. – Só está fazendo birra para correr, mas sabe que não faz diferença.
– Faz diferença. Se eu correr eu me torno diferente. Não me torno você.
Então eu finalmente saio e vou correr, depois de finalmente ter vencido o primeiro confronto do dia. Que foi comigo mesmo, o oponente mais difícil.


Autor desconhecido...
fonte:http://goo.gl/AlRoR

[...]





Sério... sempre que alguém elogia a outro ser-humano e diz que ele "é o cara" já aparece alguém dizendo: "Discordo, Jesus é o cara..."

As vezes é pior ainda.

Quando alguém diz que adora uma comida, está obviamente dizendo que gostou e não que literalmente se prostra e adora o alimento. Se é tão óbvio assim até para uma criança entender por que algumas pessoas tentam dar uma lição de moral ignorante e totalmente desnecessária dizendo: "Eu só adoro a Jesus"?

Outro dia eu brinquei com um pastor dizendo que a reunião seria melhor pelo fato de eu estar usando a camisa do Flamengo (uma piada óbvia) e a resposta dele foi: Isto é muita idolatria...

Ei pastor, me poupe!

Chego a conclusão que pessoas desorientadas na fé não sabem fazer o bem e acham que esse tipo de religiosidade barata é atraente. Aqui vai um recado: Existem poucas coisas mais ridículas do que este tipo de comportamento. Ele não edifica, não ajuda, não constrói, não muda a igreja e muito menos a sociedade.

Julgar é exatamente isso; interpretar a palavra das pessoas negativamente mesmo que seja óbvio que a intenção não era aquela.

Ficam as perguntas para todos nós pensarmos. Vale a pena ser deste jeito? Isto é fé? Esta é a melhor ocupação disponível para os filhos de Deus?

VAMOS ACORDAR GALERA!



Um texto de Pr. André Queiroz

fonte: http://goo.gl/abZbR
[...]





Sério... sempre que alguém elogia a outro ser-humano e diz que ele "é o cara" já aparece alguém dizendo: "Discordo, Jesus é o cara..."

As vezes é pior ainda.

Quando alguém diz que adora uma comida, está obviamente dizendo que gostou e não que literalmente se prostra e adora o alimento. Se é tão óbvio assim até para uma criança entender por que algumas pessoas tentam dar uma lição de moral ignorante e totalmente desnecessária dizendo: "Eu só adoro a Jesus"?

Outro dia eu brinquei com um pastor dizendo que a reunião seria melhor pelo fato de eu estar usando a camisa do Flamengo (uma piada óbvia) e a resposta dele foi: Isto é muita idolatria...

Ei pastor, me poupe!

Chego a conclusão que pessoas desorientadas na fé não sabem fazer o bem e acham que esse tipo de religiosidade barata é atraente. Aqui vai um recado: Existem poucas coisas mais ridículas do que este tipo de comportamento. Ele não edifica, não ajuda, não constrói, não muda a igreja e muito menos a sociedade.

Julgar é exatamente isso; interpretar a palavra das pessoas negativamente mesmo que seja óbvio que a intenção não era aquela.

Ficam as perguntas para todos nós pensarmos. Vale a pena ser deste jeito? Isto é fé? Esta é a melhor ocupação disponível para os filhos de Deus?

VAMOS ACORDAR GALERA!



Um texto de Pr. André Queiroz

fonte: http://goo.gl/abZbR
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“Meu sonho é uma igreja que realmente veja a construção da nação brasileira como uma das suas prioridades, uma igreja que se envolva em busca da justiça social, em busca dos valores do reino, em busca dos valores de Cristo para essa nação.
Não podemos esquecer que Cristo Deus nos deu os parâmetros para o que hoje chamamos de política pública. Eu espero que a igreja perceba isso, e que possa lembrar que isso está no coração daquilo que chamamos de boas notícias, porque a grande boa notícia é que o ser humano pode recuperar sua dignidade em todos os sentidos.
Meu sonho é uma igreja com esse nível de consciência e com esse nível de ação.”
Ariovaldo Ramos
Um vídeo de Leo Rapini
fonte: http://goo.gl/cA6g9
[...]

“Meu sonho é uma igreja que realmente veja a construção da nação brasileira como uma das suas prioridades, uma igreja que se envolva em busca da justiça social, em busca dos valores do reino, em busca dos valores de Cristo para essa nação.
Não podemos esquecer que Cristo Deus nos deu os parâmetros para o que hoje chamamos de política pública. Eu espero que a igreja perceba isso, e que possa lembrar que isso está no coração daquilo que chamamos de boas notícias, porque a grande boa notícia é que o ser humano pode recuperar sua dignidade em todos os sentidos.
Meu sonho é uma igreja com esse nível de consciência e com esse nível de ação.”
Ariovaldo Ramos
Um vídeo de Leo Rapini
fonte: http://goo.gl/cA6g9
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Nos países ricos, as coisas são baratas e as pessoas, caras. No Brasil, é o oposto: as coisas são caríssimas, mas as pessoas (ou seja, os serviços que elas prestam) sempre estiveram a preço de banana. Agora, isso está mudando.
Para um norte-americano classe média, a vida do seu equivalente brasileiro parece uma vida de rico. Os Estados Unidos é a terra do faça-você-mesmo. As meninas se depilam e fazem as próprias unhas. Os amigos se juntam pra pintar as casas uns dos outros. Nas mudanças, o normal é alugar um caminhão e chamar a galera pra carregar caixa. Todos são acostumados desde crianças a limpar a casa, esfregar o chão, lavar roupa: empregada doméstica é luxo de milionário.

"Bora, maluco. Vai se mexer ou vai ficar parado esperando
alguém fazer por você?"
Mas se você é classe média urbana no Brasil, o mais provável é que contrate profissionais para fazer esses tipos de serviço. Afinal, é tão barato, né? Com esse exército de miseráveis aí fora, com certeza dá pra achar alguém que fique de quatro e lave sua privada por cinquenta reais o dia.
E tem outra (essa é minha racionalização favorita): se você mesma se depilar, vai estar tirando emprego da Valdicreide! Como é que ela vai sustentar os quatro filhos em Caixa-Prego, coitadinha?! É muito bonito dizer que “não vou ter doméstica” mas quem vai se prejudicar é a Geissy, que não sabe fazer outra coisa! Etc.
Por outro lado, para um brasileiro classe média, a vida do seu equivalente norte-americano também parece vida de rico, mas por outros motivos. Afinal, o gringo pode até lavar suas próprias meias (cruzes!), mas possui uma quantidade de objetos, badulaques, gadgets sem igual. A começar por seus carros: nos ônibus, só se veem velhos trêmulos, crianças em idade escolar e mendigos.
Qualquer pessoa dita able-bodied (ou seja, com o “corpo apto”) tem um carro. Dá pra comprar e manter um carro até com salário de garçom. Pra não falar dos iPads, iPods, laptops, TVs tela plana, celulares de última geração, etc etc. Um Kindle sai por 114 dólares: para uma garçonete, é quanto ela ganha de gorjeta em uma hora de trabalho tranquilo, atendendo duas ou três mesas. Ou seja, qualquer um pode ter.

Peter. Garçon. Camisa Hugo Boss, relógio Armani e com um Camaro na esquina, pra ir pra casa depois de bater o ponto
Enquanto isso, nossa pobre classe média escorchada de impostos paga R$56 mil por um Honda City made in Brazil, carro esse que é vendido no México por menos da metade do preço, cerca de R$25 mil. O Kindle, ao alcance de qualquer garçonete americana, no Brasil sai por pouco mais de mil reais, com o frete incluído: quantos trabalhadores brasileiros podem se dar ao luxo de comprar uma engenhoca que nunca viram, que não é gênero de primeira necessidade, por esse preço? Muito poucos. Nossa explorada, injustiçada classe média paga caro por produtos importados e mais caro ainda por produtos nacionais! Como sofre! Ó dó!
Os norte-americanos olham os brasileiros, servidos por um verdadeiro exército de mortos-de-fome que lhes depilam as pernas e pintam as paredes, lavam as cuecas e passam as camisas, e pensam: ricos são esses brasileiros, não eu que toda semana tenho que ficar de quatro e esfregar minha banheira!
Os brasileiros olham os norte-americanos, digitando no iMac e jogando Angry Birds no iPhone, conferindo um endereço no GPS e lendo o último best-seller no Kindle, e pensam: ricos são esses gringos, não eu que ainda uso um desktop de 2004!
Agora, entretanto, as coisas estão mudando.

"Ah! Tu também tá subindo na vida, é?" (Kate Middleton)
Nos últimos anos, no Brasil, mais de trinta milhões de pessoas saíram da miséria — no que talvez seja a maior contribuição brasileira à civilização humana. Não melhoramos apenas a vida dos nossos cidadãos que viviam absolutamente sem perspectiva, mas também, muito mais importante, mostramos ao mundo que era possível fazer mais, que não estávamos
fatalmente presos dentro dessa lógica umbiguista-cínico-mercadológica. Que apesar de não termos as respostas e de ser preciso humildade pra reconhecer que as decisões nunca são óbvias, não podemos descartar as perguntas. A história não acabou. O que o Brasil fez não foi só um avanço humano, mas de certa forma foi também um avanço histórico. (fonte)
No começo da década passada, eu tive duas empregadas domésticas. Uma delas fez curso técnico e hoje trabalha em um laboratório. A outra, minha comadre, virou banqueteira, e o seu filho, meu afilhado, está estudando pra ser oficial da Marinha.
As leis da economia são implacáveis. Quanto menor for o número de mulheres semi-analfabetas dispostas a lavar privada e depilar perna por uma mixaria, maiores vão ser os preços desses serviços. Se algumas delas se tornam técnicas de laboratório e banqueteiras, as consequências são duas:
1. Em primeiro lugar, os shoppings e aeroportos e faculdades particulares ficam lotados de gente que, até poucos anos atrás, simplesmente não tinha renda para frequentar esses lugares.
2. Em segundo lugar, as poucas mulheres ainda dispostas a fazer os piores serviços percebem que seu poder de barganha aumentou. Então, o New York Times noticia que as babás vivem ascensão econômica e se juntam à classe média; a Veja São Paulo informa que agora são as domésticas que ditam as regras do jogo; e a Folha de São Paulo avisa que as pobres mães da classe média paulistana estão criando uma associação para se “defender” de “babás terroristas” e que já começam a importar domésticas paraguaias e bolivianas, mais dóceis (leia-se, mais desesperadas e com menos opções profissionais) que as brasileiras. Enquanto isso, outras “categorias profissionais” começam a sumir e já se fala até em “saudades do embalador de supermercado“.

"Limpeza? Não senhor, agora eu trabalho com commodities" (Foto: FORMA - Flickr.com)
Quem ontem cortaria nossa grama por uma merreca, hoje estuda para ser oficial de Marinha. Quem ontem viria lá de Jardim Pobreza pra depilar nossas pernas, hoje mora no mesmo bairro, pega o mesmo metrô e ainda compra a última mussarela de búfala bem na nossa frente no mercado!
Se você acha isso tudo horrível, se o maior poder de barganha da babá te faz sofrer, se odeia ver essa gente diferenciada no seu voo, recomendo esse site.
Enquanto isso, sofrendo ou não, é bom a gente ir se acostumando. Hoje, no Brasil, existem menos pessoas dispostas a lavar o chão o dia inteiro em troca de um prato de comida. Por isso, entre outras coisas, estamos a caminho de nos tornar uma sociedade mais justa, mais humana, mais digna. E, ao longo desse caminho, vamos ter que aprender a cortar nossa própria grama e fazer nossas próprias unhas.
Quem sabe você até perceba que nem precisa tanto assim de grama cortada e unha feita.
* * *
Ah, você ia achando que me esqueci dos impostos escorchantes, não?
Afinal, coitados de nós, hoje vivemos no pior dos dois mundos. Não temos mais mortos-de-fome dispostos a passar nossas camisetas por dois tostões, mas o Honda City made in Brazil continua custando mais de R$50 mil. Pôxa! E agora, quem poderá nos defender? Classe média sofre mesmo!
Bem, por um lado, vamos lembrar que o estado brasileiro é de fato muito mais provedor que o norte-americano. Além disso, desconjurando aqui um bicho-papão querido da nossa classe-média, o Honda brasileiro é tão mais caro não por causa dos impostos escorchantes, mas porque as margens de lucro nas montadoras no Brasil são três vezes maiores que no resto do mundo.
Mas o imporante é o seguinte: o nível de consumo dos gringos é tão inviável e desumano quanto a dependência brasileira em miseráveis para nos servir. O ideal não é passarmos a consumir como eles, mas que eles também parem de consumir como eles.
Ninguém precisa de iPad, Kindle, GPS, TV tela plana, carro pra viver. Se você quer essas geringonças todas e elas estão muito caras, talvez você não devesse estar desejando artigos de luxo que nem pode pagar.
A solução é querer menos coisas e valorizar mais as pessoas. Não é difícil.

"O valor das coisas e das pessoas" é um texto de Alex Castro
fonte:http://goo.gl/1WAIB

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Nos países ricos, as coisas são baratas e as pessoas, caras. No Brasil, é o oposto: as coisas são caríssimas, mas as pessoas (ou seja, os serviços que elas prestam) sempre estiveram a preço de banana. Agora, isso está mudando.
Para um norte-americano classe média, a vida do seu equivalente brasileiro parece uma vida de rico. Os Estados Unidos é a terra do faça-você-mesmo. As meninas se depilam e fazem as próprias unhas. Os amigos se juntam pra pintar as casas uns dos outros. Nas mudanças, o normal é alugar um caminhão e chamar a galera pra carregar caixa. Todos são acostumados desde crianças a limpar a casa, esfregar o chão, lavar roupa: empregada doméstica é luxo de milionário.

"Bora, maluco. Vai se mexer ou vai ficar parado esperando
alguém fazer por você?"
Mas se você é classe média urbana no Brasil, o mais provável é que contrate profissionais para fazer esses tipos de serviço. Afinal, é tão barato, né? Com esse exército de miseráveis aí fora, com certeza dá pra achar alguém que fique de quatro e lave sua privada por cinquenta reais o dia.
E tem outra (essa é minha racionalização favorita): se você mesma se depilar, vai estar tirando emprego da Valdicreide! Como é que ela vai sustentar os quatro filhos em Caixa-Prego, coitadinha?! É muito bonito dizer que “não vou ter doméstica” mas quem vai se prejudicar é a Geissy, que não sabe fazer outra coisa! Etc.
Por outro lado, para um brasileiro classe média, a vida do seu equivalente norte-americano também parece vida de rico, mas por outros motivos. Afinal, o gringo pode até lavar suas próprias meias (cruzes!), mas possui uma quantidade de objetos, badulaques, gadgets sem igual. A começar por seus carros: nos ônibus, só se veem velhos trêmulos, crianças em idade escolar e mendigos.
Qualquer pessoa dita able-bodied (ou seja, com o “corpo apto”) tem um carro. Dá pra comprar e manter um carro até com salário de garçom. Pra não falar dos iPads, iPods, laptops, TVs tela plana, celulares de última geração, etc etc. Um Kindle sai por 114 dólares: para uma garçonete, é quanto ela ganha de gorjeta em uma hora de trabalho tranquilo, atendendo duas ou três mesas. Ou seja, qualquer um pode ter.

Peter. Garçon. Camisa Hugo Boss, relógio Armani e com um Camaro na esquina, pra ir pra casa depois de bater o ponto
Enquanto isso, nossa pobre classe média escorchada de impostos paga R$56 mil por um Honda City made in Brazil, carro esse que é vendido no México por menos da metade do preço, cerca de R$25 mil. O Kindle, ao alcance de qualquer garçonete americana, no Brasil sai por pouco mais de mil reais, com o frete incluído: quantos trabalhadores brasileiros podem se dar ao luxo de comprar uma engenhoca que nunca viram, que não é gênero de primeira necessidade, por esse preço? Muito poucos. Nossa explorada, injustiçada classe média paga caro por produtos importados e mais caro ainda por produtos nacionais! Como sofre! Ó dó!
Os norte-americanos olham os brasileiros, servidos por um verdadeiro exército de mortos-de-fome que lhes depilam as pernas e pintam as paredes, lavam as cuecas e passam as camisas, e pensam: ricos são esses brasileiros, não eu que toda semana tenho que ficar de quatro e esfregar minha banheira!
Os brasileiros olham os norte-americanos, digitando no iMac e jogando Angry Birds no iPhone, conferindo um endereço no GPS e lendo o último best-seller no Kindle, e pensam: ricos são esses gringos, não eu que ainda uso um desktop de 2004!
Agora, entretanto, as coisas estão mudando.

"Ah! Tu também tá subindo na vida, é?" (Kate Middleton)
Nos últimos anos, no Brasil, mais de trinta milhões de pessoas saíram da miséria — no que talvez seja a maior contribuição brasileira à civilização humana. Não melhoramos apenas a vida dos nossos cidadãos que viviam absolutamente sem perspectiva, mas também, muito mais importante, mostramos ao mundo que era possível fazer mais, que não estávamos
fatalmente presos dentro dessa lógica umbiguista-cínico-mercadológica. Que apesar de não termos as respostas e de ser preciso humildade pra reconhecer que as decisões nunca são óbvias, não podemos descartar as perguntas. A história não acabou. O que o Brasil fez não foi só um avanço humano, mas de certa forma foi também um avanço histórico. (fonte)
No começo da década passada, eu tive duas empregadas domésticas. Uma delas fez curso técnico e hoje trabalha em um laboratório. A outra, minha comadre, virou banqueteira, e o seu filho, meu afilhado, está estudando pra ser oficial da Marinha.
As leis da economia são implacáveis. Quanto menor for o número de mulheres semi-analfabetas dispostas a lavar privada e depilar perna por uma mixaria, maiores vão ser os preços desses serviços. Se algumas delas se tornam técnicas de laboratório e banqueteiras, as consequências são duas:
1. Em primeiro lugar, os shoppings e aeroportos e faculdades particulares ficam lotados de gente que, até poucos anos atrás, simplesmente não tinha renda para frequentar esses lugares.
2. Em segundo lugar, as poucas mulheres ainda dispostas a fazer os piores serviços percebem que seu poder de barganha aumentou. Então, o New York Times noticia que as babás vivem ascensão econômica e se juntam à classe média; a Veja São Paulo informa que agora são as domésticas que ditam as regras do jogo; e a Folha de São Paulo avisa que as pobres mães da classe média paulistana estão criando uma associação para se “defender” de “babás terroristas” e que já começam a importar domésticas paraguaias e bolivianas, mais dóceis (leia-se, mais desesperadas e com menos opções profissionais) que as brasileiras. Enquanto isso, outras “categorias profissionais” começam a sumir e já se fala até em “saudades do embalador de supermercado“.

"Limpeza? Não senhor, agora eu trabalho com commodities" (Foto: FORMA - Flickr.com)
Quem ontem cortaria nossa grama por uma merreca, hoje estuda para ser oficial de Marinha. Quem ontem viria lá de Jardim Pobreza pra depilar nossas pernas, hoje mora no mesmo bairro, pega o mesmo metrô e ainda compra a última mussarela de búfala bem na nossa frente no mercado!
Se você acha isso tudo horrível, se o maior poder de barganha da babá te faz sofrer, se odeia ver essa gente diferenciada no seu voo, recomendo esse site.
Enquanto isso, sofrendo ou não, é bom a gente ir se acostumando. Hoje, no Brasil, existem menos pessoas dispostas a lavar o chão o dia inteiro em troca de um prato de comida. Por isso, entre outras coisas, estamos a caminho de nos tornar uma sociedade mais justa, mais humana, mais digna. E, ao longo desse caminho, vamos ter que aprender a cortar nossa própria grama e fazer nossas próprias unhas.
Quem sabe você até perceba que nem precisa tanto assim de grama cortada e unha feita.
* * *
Ah, você ia achando que me esqueci dos impostos escorchantes, não?
Afinal, coitados de nós, hoje vivemos no pior dos dois mundos. Não temos mais mortos-de-fome dispostos a passar nossas camisetas por dois tostões, mas o Honda City made in Brazil continua custando mais de R$50 mil. Pôxa! E agora, quem poderá nos defender? Classe média sofre mesmo!
Bem, por um lado, vamos lembrar que o estado brasileiro é de fato muito mais provedor que o norte-americano. Além disso, desconjurando aqui um bicho-papão querido da nossa classe-média, o Honda brasileiro é tão mais caro não por causa dos impostos escorchantes, mas porque as margens de lucro nas montadoras no Brasil são três vezes maiores que no resto do mundo.
Mas o imporante é o seguinte: o nível de consumo dos gringos é tão inviável e desumano quanto a dependência brasileira em miseráveis para nos servir. O ideal não é passarmos a consumir como eles, mas que eles também parem de consumir como eles.
Ninguém precisa de iPad, Kindle, GPS, TV tela plana, carro pra viver. Se você quer essas geringonças todas e elas estão muito caras, talvez você não devesse estar desejando artigos de luxo que nem pode pagar.
A solução é querer menos coisas e valorizar mais as pessoas. Não é difícil.

"O valor das coisas e das pessoas" é um texto de Alex Castro
fonte:http://goo.gl/1WAIB

[...]

Nos países ricos, as coisas são baratas e as pessoas, caras. No Brasil, é o oposto: as coisas são caríssimas, mas as pessoas (ou seja, os serviços que elas prestam) sempre estiveram a preço de banana. Agora, isso está mudando.
Para um norte-americano classe média, a vida do seu equivalente brasileiro parece uma vida de rico. Os Estados Unidos é a terra do faça-você-mesmo. As meninas se depilam e fazem as próprias unhas. Os amigos se juntam pra pintar as casas uns dos outros. Nas mudanças, o normal é alugar um caminhão e chamar a galera pra carregar caixa. Todos são acostumados desde crianças a limpar a casa, esfregar o chão, lavar roupa: empregada doméstica é luxo de milionário.

"Bora, maluco. Vai se mexer ou vai ficar parado esperando
alguém fazer por você?"
Mas se você é classe média urbana no Brasil, o mais provável é que contrate profissionais para fazer esses tipos de serviço. Afinal, é tão barato, né? Com esse exército de miseráveis aí fora, com certeza dá pra achar alguém que fique de quatro e lave sua privada por cinquenta reais o dia.
E tem outra (essa é minha racionalização favorita): se você mesma se depilar, vai estar tirando emprego da Valdicreide! Como é que ela vai sustentar os quatro filhos em Caixa-Prego, coitadinha?! É muito bonito dizer que “não vou ter doméstica” mas quem vai se prejudicar é a Geissy, que não sabe fazer outra coisa! Etc.
Por outro lado, para um brasileiro classe média, a vida do seu equivalente norte-americano também parece vida de rico, mas por outros motivos. Afinal, o gringo pode até lavar suas próprias meias (cruzes!), mas possui uma quantidade de objetos, badulaques, gadgets sem igual. A começar por seus carros: nos ônibus, só se veem velhos trêmulos, crianças em idade escolar e mendigos.
Qualquer pessoa dita able-bodied (ou seja, com o “corpo apto”) tem um carro. Dá pra comprar e manter um carro até com salário de garçom. Pra não falar dos iPads, iPods, laptops, TVs tela plana, celulares de última geração, etc etc. Um Kindle sai por 114 dólares: para uma garçonete, é quanto ela ganha de gorjeta em uma hora de trabalho tranquilo, atendendo duas ou três mesas. Ou seja, qualquer um pode ter.

Peter. Garçon. Camisa Hugo Boss, relógio Armani e com um Camaro na esquina, pra ir pra casa depois de bater o ponto
Enquanto isso, nossa pobre classe média escorchada de impostos paga R$56 mil por um Honda City made in Brazil, carro esse que é vendido no México por menos da metade do preço, cerca de R$25 mil. O Kindle, ao alcance de qualquer garçonete americana, no Brasil sai por pouco mais de mil reais, com o frete incluído: quantos trabalhadores brasileiros podem se dar ao luxo de comprar uma engenhoca que nunca viram, que não é gênero de primeira necessidade, por esse preço? Muito poucos. Nossa explorada, injustiçada classe média paga caro por produtos importados e mais caro ainda por produtos nacionais! Como sofre! Ó dó!
Os norte-americanos olham os brasileiros, servidos por um verdadeiro exército de mortos-de-fome que lhes depilam as pernas e pintam as paredes, lavam as cuecas e passam as camisas, e pensam: ricos são esses brasileiros, não eu que toda semana tenho que ficar de quatro e esfregar minha banheira!
Os brasileiros olham os norte-americanos, digitando no iMac e jogando Angry Birds no iPhone, conferindo um endereço no GPS e lendo o último best-seller no Kindle, e pensam: ricos são esses gringos, não eu que ainda uso um desktop de 2004!
Agora, entretanto, as coisas estão mudando.

"Ah! Tu também tá subindo na vida, é?" (Kate Middleton)
Nos últimos anos, no Brasil, mais de trinta milhões de pessoas saíram da miséria — no que talvez seja a maior contribuição brasileira à civilização humana. Não melhoramos apenas a vida dos nossos cidadãos que viviam absolutamente sem perspectiva, mas também, muito mais importante, mostramos ao mundo que era possível fazer mais, que não estávamos
fatalmente presos dentro dessa lógica umbiguista-cínico-mercadológica. Que apesar de não termos as respostas e de ser preciso humildade pra reconhecer que as decisões nunca são óbvias, não podemos descartar as perguntas. A história não acabou. O que o Brasil fez não foi só um avanço humano, mas de certa forma foi também um avanço histórico. (fonte)
No começo da década passada, eu tive duas empregadas domésticas. Uma delas fez curso técnico e hoje trabalha em um laboratório. A outra, minha comadre, virou banqueteira, e o seu filho, meu afilhado, está estudando pra ser oficial da Marinha.
As leis da economia são implacáveis. Quanto menor for o número de mulheres semi-analfabetas dispostas a lavar privada e depilar perna por uma mixaria, maiores vão ser os preços desses serviços. Se algumas delas se tornam técnicas de laboratório e banqueteiras, as consequências são duas:
1. Em primeiro lugar, os shoppings e aeroportos e faculdades particulares ficam lotados de gente que, até poucos anos atrás, simplesmente não tinha renda para frequentar esses lugares.
2. Em segundo lugar, as poucas mulheres ainda dispostas a fazer os piores serviços percebem que seu poder de barganha aumentou. Então, o New York Times noticia que as babás vivem ascensão econômica e se juntam à classe média; a Veja São Paulo informa que agora são as domésticas que ditam as regras do jogo; e a Folha de São Paulo avisa que as pobres mães da classe média paulistana estão criando uma associação para se “defender” de “babás terroristas” e que já começam a importar domésticas paraguaias e bolivianas, mais dóceis (leia-se, mais desesperadas e com menos opções profissionais) que as brasileiras. Enquanto isso, outras “categorias profissionais” começam a sumir e já se fala até em “saudades do embalador de supermercado“.

"Limpeza? Não senhor, agora eu trabalho com commodities" (Foto: FORMA - Flickr.com)
Quem ontem cortaria nossa grama por uma merreca, hoje estuda para ser oficial de Marinha. Quem ontem viria lá de Jardim Pobreza pra depilar nossas pernas, hoje mora no mesmo bairro, pega o mesmo metrô e ainda compra a última mussarela de búfala bem na nossa frente no mercado!
Se você acha isso tudo horrível, se o maior poder de barganha da babá te faz sofrer, se odeia ver essa gente diferenciada no seu voo, recomendo esse site.
Enquanto isso, sofrendo ou não, é bom a gente ir se acostumando. Hoje, no Brasil, existem menos pessoas dispostas a lavar o chão o dia inteiro em troca de um prato de comida. Por isso, entre outras coisas, estamos a caminho de nos tornar uma sociedade mais justa, mais humana, mais digna. E, ao longo desse caminho, vamos ter que aprender a cortar nossa própria grama e fazer nossas próprias unhas.
Quem sabe você até perceba que nem precisa tanto assim de grama cortada e unha feita.
* * *
Ah, você ia achando que me esqueci dos impostos escorchantes, não?
Afinal, coitados de nós, hoje vivemos no pior dos dois mundos. Não temos mais mortos-de-fome dispostos a passar nossas camisetas por dois tostões, mas o Honda City made in Brazil continua custando mais de R$50 mil. Pôxa! E agora, quem poderá nos defender? Classe média sofre mesmo!
Bem, por um lado, vamos lembrar que o estado brasileiro é de fato muito mais provedor que o norte-americano. Além disso, desconjurando aqui um bicho-papão querido da nossa classe-média, o Honda brasileiro é tão mais caro não por causa dos impostos escorchantes, mas porque as margens de lucro nas montadoras no Brasil são três vezes maiores que no resto do mundo.
Mas o imporante é o seguinte: o nível de consumo dos gringos é tão inviável e desumano quanto a dependência brasileira em miseráveis para nos servir. O ideal não é passarmos a consumir como eles, mas que eles também parem de consumir como eles.
Ninguém precisa de iPad, Kindle, GPS, TV tela plana, carro pra viver. Se você quer essas geringonças todas e elas estão muito caras, talvez você não devesse estar desejando artigos de luxo que nem pode pagar.
A solução é querer menos coisas e valorizar mais as pessoas. Não é difícil.

"O valor das coisas e das pessoas" é um texto de Alex Castro
fonte:http://goo.gl/1WAIB

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"Crianças não devem ser deixadas sozinhas."
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"Crianças não devem ser deixadas sozinhas."
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"Crianças não devem ser deixadas sozinhas."
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Antes de passar a minha idéia, ou até mesmo escrever sobre esse assunto, eu queria convidar a cada leitor a viajar comigo para que juntos possamos imaginar sobre esse tema que com certamente servirá de pano de fundo para melhor compreensão do mesmo.

Imaginemos que o nosso planeta sofreu uma grande transformação e com esse acontecimento a terra veio a acarretar com um grande prejuízo, ao ponto de não restar praticamente nada.
Imaginemos que já se passaram 500 anos depois desse evento, e que após tanto tempo surgiram uma geração de arqueólogo que resolveram conhecer os hábitos de nosso planeta e ao estudá-lo encontrou sob os escombros: Mc Donald, uma coleção de CDS de funk, essas pegadinhas de programa de TV, Big brother, novelas apoiando praticas que a Bíblia condena, entre outras coisas que toda pessoa de bom senso sabe.
A minha pergunta é: o que esses pesquisadores pensariam de uma civilização que se alimenta culturalmente de lixo?
O pior de tudo é que muitas vezes não atentamos e nem tão pouco percebemos que essa cultura medíocre, mesquinha, ordinária que na maioria das vezes nos envolve, é o que nós chamamos de mundo.
Essa cultura mundo quer nos amarrar, nos enganar e o pior, quer que sejamos escravo desse sistema maldito, nos passando uma falsa idéia que somos livres, quando na verdade não somos. Na verdade querem nos manipular.
Este sistema de mundo é contra a ética de Deus e destorce os valores cristãos, e por fim trazem grande conseqüência para nossos filhos nossas famílias e pode levar uma geração toda arruína Quando falo de mundo não estou falando do governo, eu não estou falando da televisão, ou cinema em si. Quando falo mundo! Estou falando de um espírito que opera e governa todo esse sistema E por essas e outras razões que não devemos ser amigo desse mundo.
O que precisamos realmente é usar das ferramentas que Deus colocou em nossas mãos, para que juntos possamos falar do sistema do Reino, que é o sistema de Cristo Jesus.
Não podemos nos deixar enganar, pois aquele que se faz amigo do mundo se faz inimigo de Cristo.
Texto de: Laudenir Barbosa
Nesta nota: Banda Tribo de Louvor * Oficial
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Antes de passar a minha idéia, ou até mesmo escrever sobre esse assunto, eu queria convidar a cada leitor a viajar comigo para que juntos possamos imaginar sobre esse tema que com certamente servirá de pano de fundo para melhor compreensão do mesmo.

Imaginemos que o nosso planeta sofreu uma grande transformação e com esse acontecimento a terra veio a acarretar com um grande prejuízo, ao ponto de não restar praticamente nada.
Imaginemos que já se passaram 500 anos depois desse evento, e que após tanto tempo surgiram uma geração de arqueólogo que resolveram conhecer os hábitos de nosso planeta e ao estudá-lo encontrou sob os escombros: Mc Donald, uma coleção de CDS de funk, essas pegadinhas de programa de TV, Big brother, novelas apoiando praticas que a Bíblia condena, entre outras coisas que toda pessoa de bom senso sabe.
A minha pergunta é: o que esses pesquisadores pensariam de uma civilização que se alimenta culturalmente de lixo?
O pior de tudo é que muitas vezes não atentamos e nem tão pouco percebemos que essa cultura medíocre, mesquinha, ordinária que na maioria das vezes nos envolve, é o que nós chamamos de mundo.
Essa cultura mundo quer nos amarrar, nos enganar e o pior, quer que sejamos escravo desse sistema maldito, nos passando uma falsa idéia que somos livres, quando na verdade não somos. Na verdade querem nos manipular.
Este sistema de mundo é contra a ética de Deus e destorce os valores cristãos, e por fim trazem grande conseqüência para nossos filhos nossas famílias e pode levar uma geração toda arruína Quando falo de mundo não estou falando do governo, eu não estou falando da televisão, ou cinema em si. Quando falo mundo! Estou falando de um espírito que opera e governa todo esse sistema E por essas e outras razões que não devemos ser amigo desse mundo.
O que precisamos realmente é usar das ferramentas que Deus colocou em nossas mãos, para que juntos possamos falar do sistema do Reino, que é o sistema de Cristo Jesus.
Não podemos nos deixar enganar, pois aquele que se faz amigo do mundo se faz inimigo de Cristo.
Texto de: Laudenir Barbosa
Nesta nota: Banda Tribo de Louvor * Oficial
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